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NBA THE RUN: velocidade e espetáculo não são suficientes para vencer a partida

Os jogos de basquete arcade já tiveram enorme destaque na indústria, oferecendo partidas rápidas, enterradas impossíveis e uma experiência muito mais descontraída do que os tradicionais simuladores esportivos. Enquanto franquias como NBA 2K dominam o mercado da simulação, existe espaço para títulos que apostam apenas na diversão imediata. NBA THE RUN tenta ocupar justamente esse espaço ao apresentar confrontos de 3 contra 3 repletos de movimentos exagerados, estrelas da NBA e partidas velozes.

A ideia funciona nos primeiros minutos. O problema é que, conforme as partidas avançam, fica evidente que a experiência possui pouco conteúdo para sustentar o interesse do jogador por muito tempo.

Um arcade simples e acessível

NBA THE RUN aposta em controles fáceis de aprender. Não existe a preocupação em reproduzir fielmente o esporte, mas sim entregar jogadas espetaculares, enterradas cinematográficas e arremessos improváveis.

Esse foco mais casual torna o jogo bastante acessível para quem apenas deseja entrar em uma partida rapidamente. Em poucos minutos já é possível dominar praticamente todos os comandos principais, permitindo que qualquer pessoa participe sem enfrentar uma curva de aprendizado complicada.

Cada atleta ainda possui uma habilidade especial ativada ao preencher uma barra durante a partida. Essa mecânica adiciona momentos de impacto às partidas e diferencia parcialmente os jogadores disponíveis no elenco.

Entretanto, essa simplicidade também se transforma em uma limitação.

Após algumas horas, as partidas começam a seguir praticamente o mesmo roteiro. As estratégias são poucas, as jogadas acabam sendo repetidas constantemente e a sensação de evolução praticamente desaparece.

Mecânicas divertidas… até certo ponto

Embora o ritmo acelerado seja um dos pontos positivos, algumas mecânicas deixam a desejar.

Os passes, por exemplo, nem sempre oferecem a precisão esperada, dando a impressão de que parte do resultado depende mais da sorte do que da habilidade do jogador. Na defesa, a situação também não é muito diferente. Marcar adversários nem sempre é satisfatório e, muitas vezes, tentar interromper um ataque acaba sendo mais arriscado do que simplesmente acompanhar a jogada.

Os bloqueios são provavelmente a mecânica defensiva mais consistente do jogo, proporcionando alguns dos momentos mais empolgantes durante as partidas.

No ataque, entretanto, a situação melhora bastante. As enterradas possuem boas animações, os movimentos especiais são chamativos e a apresentação consegue transmitir aquela energia típica das quadras de rua.

Poucos jogadores e equilíbrio questionável

Apesar de contar com a licença oficial da NBA, o elenco disponível decepciona.

Há algumas estrelas bastante conhecidas da liga, mas o número total de atletas é pequeno para um jogo que pretende incentivar partidas online por um longo período. Isso acaba fazendo com que determinados jogadores dominem rapidamente o cenário competitivo.

Alguns atletas apresentam vantagens muito evidentes em velocidade, enterradas ou eficiência ofensiva, fazendo com que boa parte da comunidade utilize praticamente os mesmos personagens.

Além disso, o jogo oferece personagens retrô desbloqueáveis e diversas opções cosméticas, como uniformes alternativos, provocações, banners, emblemas e diferentes estilos de enterradas.

O problema está justamente na forma de conseguir esse conteúdo.

Progressão extremamente lenta

NBA THE RUN possui uma loja interna recheada de itens cosméticos, mas adquirir qualquer novidade exige uma quantidade enorme de partidas.

As moedas são distribuídas em ritmo bastante lento, tornando a compra de jogadores clássicos ou personalizações algo que exige muitas horas de repetição.

Infelizmente, a sensação de recompensa quase não existe. Em vez de incentivar o jogador a continuar evoluindo, a progressão acaba parecendo um processo artificialmente prolongado apenas para aumentar o tempo de jogo.

Conteúdo insuficiente

Outro aspecto que pesa negativamente é a quantidade reduzida de modos disponíveis.

Além das partidas tradicionais, há poucas opções extras para variar a experiência. Existe um modo de treinamento e algumas modalidades focadas no multiplayer, mas nada que consiga manter o interesse por muitas horas.

O número de quadras também é pequeno, fazendo com que os cenários se repitam rapidamente.

Para um título que busca construir uma comunidade online ativa, faltam desafios adicionais, eventos, modos cooperativos mais elaborados ou qualquer sistema capaz de renovar constantemente a experiência.

Multiplayer com altos e baixos

Jogar com amigos certamente representa o melhor momento oferecido por NBA THE RUN.

As partidas se tornam muito mais divertidas quando todos estão reunidos para disputar jogadas exageradas e enterradas espetaculares.

Por outro lado, o matchmaking apresenta alguns problemas. Encontrar partidas nem sempre acontece rapidamente e existem momentos em que o jogador pode permanecer bastante tempo aguardando um novo adversário.

Quando finalmente encontra uma partida, o equilíbrio também deixa a desejar. Certas habilidades especiais e determinados atletas acabam sendo significativamente mais eficientes do que outros, reduzindo bastante a variedade competitiva.

Visual competente e ótima atmosfera

Se existe um aspecto que chama atenção desde o início é a apresentação.

As quadras são coloridas, os efeitos visuais valorizam cada enterrada e as animações transmitem bem a energia característica do basquete de rua.

A trilha sonora acompanha essa proposta, criando uma atmosfera descontraída que combina perfeitamente com o estilo arcade adotado pelo jogo.

Visualmente, NBA THE RUN consegue entregar exatamente aquilo que promete.

Infelizmente, a boa direção artística não consegue esconder a falta de conteúdo e a repetição que aparecem poucas horas depois.

Vale a pena?

NBA THE RUN possui uma boa base. Os controles são acessíveis, o ritmo das partidas é divertido e a apresentação visual consegue capturar a essência do basquete arcade.

No entanto, falta profundidade.

A escassez de modos, o elenco reduzido, a progressão lenta, os problemas de balanceamento e a repetição das partidas fazem com que o entusiasmo inicial desapareça muito rapidamente.

Quem pretende jogar ocasionalmente com amigos ainda poderá encontrar alguns momentos bastante divertidos. Já aqueles que procuram um substituto para os simuladores tradicionais ou uma experiência arcade capaz de prender por dezenas de horas provavelmente sentirão falta de mais conteúdo.

NBA THE RUN demonstra potencial para crescer através de futuras atualizações, mas, em seu estado atual, passa a impressão de ser um projeto que chegou às quadras antes de estar realmente pronto para disputar uma temporada completa.

Prós

  • Jogabilidade simples e acessível.
  • Visual estilizado e boas animações.
  • Partidas rápidas e divertidas em grupo.
  • Boa ambientação inspirada no basquete de rua.

Contras

  • Pouquíssimos modos de jogo.
  • Progressão lenta e bastante repetitiva.
  • Elenco reduzido de jogadores.
  • Problemas de balanceamento entre atletas.
  • Multiplayer inconsistente e matchmaking demorado.

Plataformas: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

A cópia do jogo foi cedida,

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