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Review: Halls of Torment

Quando a nostalgia encontra o caos moderno das hordas

Halls of Torment é aquele tipo de jogo que parece ter saído direto de um CD-ROM de 1998, mas que brilha com o mesmo vigor de um indie moderno. Desenvolvido pela Chasing Carrots, o título mistura a intensidade de Vampire Survivors com a estética de um Diablo II pré-renderizado — e o resultado é uma das experiências mais viciantes do gênero “horde survivor” dos últimos anos.

Um inferno em miniaturas

A proposta é simples, mas viciante: sobreviver a ondas intermináveis de criaturas grotescas enquanto coleta melhorias para o personagem. Cada partida dura cerca de 30 minutos, mas dificilmente você vai jogar só uma. O ritmo crescente de inimigos e recompensas cria uma sensação de progressão constante — e cada morte é um convite para tentar de novo, mais forte e melhor preparado.

Há uma boa variedade de heróis, cada um com habilidades únicas, além de um sistema de equipamentos e traços que tornam as builds profundamente personalizáveis. Com o tempo, o jogador desbloqueia novos salões, novos inimigos e chefes infernais, formando um ciclo viciante de desafio e recompensa.

Estética retrô com alma de clássico

Visualmente, o jogo é um espetáculo de nostalgia. Os personagens e cenários têm aquele charme pré-renderizado que remete aos RPGs isométricos dos anos 90. O trabalho artístico não busca o realismo, mas sim o estilo — e nisso, acerta em cheio. As texturas “sujas” e o uso de luz e sombra dão uma atmosfera sombria e claustrofóbica, perfeita para o tema infernal.

Trilha e ambientação

A trilha sonora combina bem com o clima decadente dos salões. Sons metálicos, guitarras discretas e o rugido constante de monstros criam uma imersão intensa. A simplicidade do áudio não é um problema; é uma escolha estética que prioriza a tensão e o ritmo.

Prós e Contras

Prós:

  • Jogabilidade fluida e viciante;
  • Estilo visual retrô com identidade marcante;
  • Alto valor de rejogabilidade;
  • Sistema de builds profundo e recompensador.

Contras:

  • Pode se tornar repetitivo para quem não gosta do ciclo roguelite;
  • Ausência de narrativa mais elaborada;
  • Curva inicial um pouco exigente para novatos no gênero.

Conclusão

Halls of Torment é uma carta de amor aos jogos da velha guarda, mas com um coração moderno e ritmo frenético. É o tipo de experiência perfeita para quem gosta de aprimorar builds, testar combinações e enfrentar o caos com um toque de estratégia. Uma joia indie que mostra que a nostalgia ainda pode queimar — e muito — no inferno das boas ideias.

Disponível para: PC e consoles (PlayStation e Xbox)
Desenvolvedora: Chasing Carrots
Publicadora: Chasing Carrots
Key fornecida para análise

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